Tuesday, December 19, 2006


Sem rumo,sem direção,
tento acertar meus passos,
mas minhas tentativas são sempre em vão
Estou confusa, sozinha, carente
me escondo no meu sorriso,
mas na verdade,
sinto um vazio,
no meu peito, na minha vida, no meu coração
Meus sonhos, não sei mais onde estão,
meus amigos nem sei mais quem são
meu bem, só sabe me dizer não.
Quero minha família, minha vida,
minha inocência
se tivesse um túnel do tempo
iria correndo, buscar o perdido
seria como eu era,
aproveitaria a vida,
com meu sorriso
aquela menina alegre
brincalhona e feliz
sempre muito querida
buscando meus sonhos,
um sentido
Não sinto mais cheiro,
não vejo as cores
está tudo perdido...
Quando vai acabar
esse pesadelo vivido?

Lise de Paula

Friday, December 15, 2006

Coleção de textos

Lindo esse texto - da minha coleção (Sim..eu coleciono textos que gosto, e descobri que não sou a única :P)- de uma amiga querida! Espero que gostem!

Não espere um sorriso para ser gentil.
Não espere ser amado para amar.
Não espere ficar sozinho para reconhecer o valor de quem está a seu lado.
Não espere a queda para lembrar-se do conselho.
Não espere pessoas perfeitas para então se apaixonar.
Não espere a mágoa para pedir perdão.
Não espere a separação para buscar a reconciliação.
Não espere elogios para acreditar em si mesmo.
Não espere o dia de sua morte sem antes amar a vida.
Não espere...

Louise Cavadinha

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Estou com mania de música! Segue então uma que A.M.O. e guardo muitas boas recordações!(Musiquinha da saudade...)

Vagabundo Confesso
Dazaranha

Sou vagabundo eu confesso, da turma de 71
Já rodei o mundo e nunca pude encontrar
Lugar melhor para um vagabundo, que um rio à beira mar
Odoiá odofiaba salve a minha mãe Iemanjá
Que foi que me deram pra levar
Pra dona Janaína que é sereia do mar
Pente de osso laços e fitas
Pra dona Janaína que é moça bonita
café na cama eu gosto com um suco de laranja mamão
E um fino em cima da mesa
Amanhã quando você, quando você for trabalhar
Tome cuidado que é pra não me acordar
Eu durmo tarde, a noite é minha companheira
Salve o amor salve a amizade, a malandragem, a capoeira
A capoeira

Monday, December 11, 2006

Aqui ou lá?!?
Fico sempre a me perguntar!
Caminhos seguidos, escolhidos, trilhados
Sonhos perdidos, construídos, amordaçados
O que teria acontecido se lá estivesse ficado?
Seria eu quem terias abandonado?
Essa resposta eu já sei
Nunca duvidei do teu amor desordenado!
Não tenho pressa...
Cuide-se muito bem
Nosso destino está cruzado!
E nossos planos?!?
Esses meu bem... fique tranqüilo. Jamais serão desperdiçados!

Lise de Paula

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Musiquinha!!

Cássia Eller - Mapa Do Meu Nada
(Carlinhos Brown)

Você é dedos que eu te quero, tocou
Você é beijo, que eu te quero, beijou
Você é Vênus, que eu te quero, soprou
Não sou desses homens, eu te quero atenção

O dedo deduz, dedo é dez se é dois
Tocando essa cor desde os pés do teu chão
Buscando afinar um satélite à toa, boa
Não sou desses homens, eu te quero há um tempão

Doido desejo chupando o dedo num beco
Cheio de bêbados trêbados
Chutando os prédios, pregando prego no prego
Réu da razão, do súplico cuspe fútil
Nessa estrada cariada
Só você é o meio-fio de luz
Contramão sinalizada
No mapa do meu nada
Canção emocionada
Trajeto por teus fios...

Friday, December 08, 2006

08 de dezembro de 2006.

Um ano. Que ano!
Rápido o tempo passou
Diversos acontecimentos
Tão rápido que às vezes não se percebe, absorve, aproveita.

Muitas coisas vivi neste ano
Ri, chorei, amei, sofri,conheci
Senti, senti, senti....e como senti..

O que posso dizer do ano que aqui vivi?!?
Estou ainda em fase de adaptação...
Não como ontem...vivendo o hoje e melhorando o amanhã
Nada como o tempo para curar a alma e acalmar os sentimentos!
Cada dia é um dia e aprendo a aceitar certos fatos, suportar a distância e amar cada vez mais pessoas que aqui conheci!

Agradeço
o carinho, amor, respeito de pessoas que estão longe mas continuam presentes na minha vida!
As pessoas que me aceitaram e me amam aqui
A todos que aqui conheci, fiz amizade, criei laços
A todos que me querem bem, amam e eu sinto tanta falta!

Lise de Paula

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Hoje como é dia de aniversário – comemoração de 1 ano que estou em Floripa - recebi de presente de um amigo querido um texto e retribuo com a postagem dele aqui no blogger! Coinscidência ou não foi da forma muito bem escrita que tentei ficar por aqui neste ano! Espero que gostem do texto tanto quanto eu e que comentem bastante..hehehe!

Beijos e bom final de semana para todos que aqui passarem!
E não se acanhem, comentem!
:*******

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Crescendo, Vivendo e Aprendendo...

Ame a vida.
Aproveite o dia, como se fosse o último.
Purifique a sua alma por inteira.
Curta a sensação de poder ouvir o barulho do mar.
Deixe a vida te guiar.
Aprenda os ensinamentos do dia-a-dia.
Sozinho não enxergarás nada.
Deixe seu coração bater forte, vibre, cante, pule.
Viaje mundo a fora.
Cresça, apareça, mostre sua capacidade.
Seja o que quiser ser.
Respire fundo, alimente-se bem.
Tenha fé e esperança.
Acredite em você.
Viva nesse ritmo que verás e comprenderás
que você só tem a ganhar.
É Crescendo , vivendo e aprendendo....

Erick Tauil

Wednesday, December 06, 2006

Divisão de BENS

Fique com seu samba que eu fico com meu rock
Fique com a sua cerveja que eu fico com a minha vodka
Fique com a Cantareira que eu fico com o saco
Fique com a sua turma que eu fico com os meus amigos
Fique com a sua malandragem que eu fico com o meu sorriso
Fique com o seu encanto que eu fico conquistando
Fique com as suas vontades que eu fico com o meu amor
Fique enganando que eu fico me inspirando
Fique com a mentira que eu fico com a verdade
Fique com o sol que eu fico com a lua
Fique com ela que eu fico..COMIGO!

Lise de Paula

Friday, December 01, 2006

Quando te vejo
Não contenho meu sorriso
Daqueles que mal cabem na minha cara
Vermelha, sem graça
Meus olhos pequenos, brilhando
Conseguem cultivar a malandragem e doçura do teu olhar, da tua boca
Saio sorrindo
Alegre
Cantando!

Te deixo,
me olhando...

Não meu bem..você não está sonhando!

Lise de Paula

Wednesday, November 29, 2006



Escrevo hoje para manifestar minha tristeza e indignação. Escrevo hoje, para deixar aqui, no meu cantinho, o amor, carinho, respeito, amizade, saudade e principalmente minha solidariedade e apoio a Star Up. Escrevo hoje, para “meus meninos”. Desculpe-me o pronome possessivo em questão, pois não se trata de posse. Meus – pelo carinho e cuidado que ambos temos uns pelos outros e meninos – pela proteção, pela convivência suficiente de conhecer cada um deles da maneira mais pura, nas gargalhadas mais sinceras, nas brincadeiras do dia a dia, nas horas de tensão e sufoco, na amizade, nas conversas mais bobas e nas mais difíceis, no olhar de cada um, nos momentos de alegrias, tristezas, decisões, enfim, em momentos que pude conhecê-los realmente e admirá-los.
Escrevo para quatro pessoas, competentes, sinceras, leais, do bem. Que nunca fariam qualquer favorecimento ao crime, a drogas, a brigas, a confusões, a bandalhice, a covardia...enfim, a nada de errado e principalmente contra a lei. Se devemos punir alguém, que sejam os reais bandidos, corruptos, traficantes, charlatões, falsários, mentirosos, contra-leis...pessoas que realmente precisam de punição e investigação.
A Star Up Produções sempre foi conhecida por sua competência e excelência em suas produções. E desta forma que continuará conhecida por todos. Esta empresa que sempre trouxe alegria e qualidade não é digna das especulações, aumentos e invenções. É inadmissível que duvidem do caráter ou competência desta empresa e principalmente dessas pessoas.
Aos queridos Cláudio Marcelo – Macaco, Daniel Morim – Jabá, Gustavo Villar – Gringo e Thiago Tavares – Batman deixo meu apoio, respeito, admiração, cumplicidade e agradecimento, sim, agradecimento por me darem oportunidade de aprender a ser profissional, de conviver com todos vocês, pela amizade que se criou, pelo carinho e amor. Como disse uma vez e não me canso de repetir, espero sinceramente sempre encontrar no meu caminho, pessoas como vocês. Por mais longe que esteja, estarei sempre presente. Como disse o poeta – “Para estar junto não é preciso estar perto, e sim, do lado de dentro”. E vocês estarão sempre em meu coração, estando eu perto, ou longe. Tenho certeza que no fim, tudo dará certo...para todos nós. Espero estar perto em breve...
Com todo meu carinho, respeito, apoio e solidariedade,

Lise.

Monday, November 27, 2006



Aviso!

Não fuja mais de mim
Nem me abandone, como se nada eu fosse
Não queira me machucar mais do que machucou
Nem ouse a tentar me esquecer como tens feito.
Será que ainda não percebeu?!?
De nada isso adianta, pois somos o que somos
Eu para ti..e tu para mim..
ninguém vai conseguir nos substituir!
Aproveite o quanto ainda sou sua
Não deixe pra mais tarde...pode ser tarde

Meu amor!

Lise de Paula

Thursday, November 23, 2006


Doce manhã

Bem te vi
Não o vi mas ouvi o seu canto
Nesta manhã de silêncio
Trazendo paz e encanto

Ate quando meu Deus?
Perpetue este momento
doce alento aos meus sentimentos
já quase adormecidos, pelo desencanto

Cante bem te vi, voem andorinhas , colibris
me façam feliz como outrora
Saudades do tempo antigo e não deste mundo de agora

Cante orquestra divina
mais doce ainda
nesta manhã sem prantos

Jane de Paula

Wednesday, November 22, 2006

Perco-me entre o ontem e o hoje. O certo e o errado. O bonito e o feio. O moderno e o conservador. Os oito e o oitenta. Gosto dos opostos. É instigante. Tem dias que gostaria de ser dona de casa, ter um marido, planejar filhos, cuidar da casa, no outro quero rodar o mundo, ser independente, sozinha, sem nada que me prenda, às vezes tenho vontade de viver em um convento, rezando para o bem do mundo, fazendo o bem para todos. Acho bonito as pessoas que tem esse propósito, de fazer o bem, querer o bem, independente de suas vontades, seus desejos. Ter regras e não contrariá-las. Viver naquele silêncio, na santa paz. Um certo dia,um padre me disse que as pessoas evitavam o silêncio, pois é no silêncio que se encontra Deus, se pensa e reflete as verdades, que o ser humano tentava fugir disso...não sei se concordo, mas ele deve ter razão. Já pensei em ser freira algumas vezes, mas acho que não conseguiria, não tenho essa vocação, calma, ternura, é uma pena...deve ser muito bom viver nessa serenidade, sem se preocupar com os caprichos e vontades da carne, fazer apenas o bem. Em certos momentos gostaria de ser menos certinha. Não me preocupar com minhas responsabilidades, minhas crenças, princípios...queria jogar tudo pro alto, não ter preconceitos, me esquecer dos conceitos impostos pela sociedade hipócrita enraizadas em mim. Fazer apenas o que tenho vontade. Ligar o botãozinho do foda-se! Ai, ai..quem me dera...e de repente vem uma vontade louca de viver de amor em uma casinha, sem luxos, no alto de uma montanha, cercada pela natureza. Não trabalhar, não ter Internet, não ler jornais, revistas, me isolar do mundo, eu e meu amor...cozinhar, passar, lavar, amar, amar e amar...deve ser bom...ou então fazer uma loucura de amor...ou morar no exterior, abandonar minha família, meus planos e reconstruir minha vida. Virar punk?!? (Não..isso eu nunca tive vontade!)...mas ser bailarina, dançarina, ter uma escola de dança..isso sim..seria feliz assim...ou ser fotógrafa, sair por ai registrando os lugares, as pessoas, as maneiras, os costumes, os gostos...ou ser produtora de moda, jornalista, ter uma revista, hum...ser escritora de romances, cineasta, psicóloga, cientista, empresária...são tantas opções..o que fazer?!?

Continuo PLUCITÁRIA!

Lise de Paula

Tuesday, November 21, 2006

De volta pra casa!
Com o coração partido, apertado! Reencontrei pessoas...que eu amo, que eu sinto falta, que eu compartilhei parte da minha vida e que são parte de mim. Cada lugar que estive fui recebida com um trio perfeito e harmônico - braços abertos em minha direção, pupilas dilatadas que me olhavam nos olhos e prendia o olhar, sorrisos largos, arreganhados que me faziam feliz, faziam eu me sentir em casa. Foi muito aconchegante e acolhedor cada abraço, olhar, beijo e palavras que recebi, ouvi, compartilhei. Engraçado algo que ouvi de uma pessoa para mim desconhecida e que hoje, faz parte e convive com pessoas que faziam parte da minha rotina e com o que vivi – “Por que você é tão querida?”. Não soube responder na hora, mas agradeço a todos que me querem bem, por todo carinho, amor, atenção, amizade, lealdade..enfim... Pena que o tempo é curto quando deve ser longo, e longo quando deve ser curto. Gostaria de ter visto mais pessoas..pessoas que me receberiam da mesma forma que fui recebida por todos que reencontrei. Pessoas que eu morro de saudades...pessoas que eu amo tanto quanto as outras que consegui ver.
De volta pra casa! Com a certeza de que quero voltar..e logo. E que amo muito meus amigos, minha cidade, minhas conquistas...chego feliz, por saber que tanto aqui, quanto acolá sou recebida por pessoas que me amam e me acolhem muito bem e estão sempre de braços abertos a me esperar! Volto com gostinho de quero mais...

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O difícil não foi te esquecer
Mas sim, saber que eu poderia esquecê-lo a qualquer instante.
A plantinha continua lá,
No vaso...verde, grande, cheia de vida.
E nós...continuamos...
Talvez do jeito que sempre fomos
Conhecidos- desconhecidos,
distantes...felizes...
Agora te digo,
ACABOU!

Lise de Paula

Tuesday, November 14, 2006

Ansiosa para rever o que deixei pra trás há quase um ano!
Foi estranho, o dia da decisão. Não estava feliz, não mesmo. Estava na casa da Carol, íamos sair mas não deu, acabei ficando por lá mesmo, conversando, vendo televisão, e cochilei. Acordei no meio da noite, pensando, pensando, pensando. Não dormia bem há dias, estava cansada, mas não conseguia relaxar minha mente e conseqüentemente, meu corpo. Pensei em mim. Pensei nas pessoas importantes na minha vida. Pensei no meu trabalho. Pensei no meu presente, no meu passado, no meu futuro. Pensei nos meus pais. Pensei na minha casa. Pensei na minha família..todinha..um por um...Pensei nos meus irmãos. Pensei em vida nova. Pensei na mesmice. Pensei..pensei..pensei...Estava cansada, exausta para ser mais exata. Senti-me sozinha, carente, infeliz. Liguei pra casa. Ouvi a voz da minha mãe, conversei com ela...disse que ia a missa, ela ficou feliz! Falei com meu pai, ele ficou contente com a minha ligação...tão cedo..em um domingo. Quando desliguei, chorei, chorei, chorei, chorei. Fui à missa. Rezei, chorei, pedi, supliquei....LUZ, SABEDORIA...precisava decidir..não agüentava mais viver naquela situação...indecisão. Depois de alguns dias...Decidi! Ir embora. Foi muito difícil...muito mesmo...talvez uma das decisões mais difíceis que tomei na minha vida. Senti-me aliviada. Tirei um peso das minhas costas. Fiquei com medo, muito medo. Mas tinha decidido. Conversei com algumas pessoas, ouvi conselhos, ouvi lamentações, ouvi apoio, ouvi propostas, ouvi, ouvi, ouvi. Tinha decidido! Despedi-me de pessoas. Despedi-me do trabalho. Despedi-me dos “meus meninos”. Despedi-me da minha analista. Despedi-me de ex-namorado. Despedi-me de amigos. Despedi-me da família. Despedi-me dos lugares...Despedi-me...da vida velha!

Onze meses depois, retorno. Não como das outras vezes que aí estive, na minha cidade, minha terra. Não com o mesmo compromisso de antes. Chego com alegria e de coração apertado..cheio de saudades...expectativas! Quero ver meus amigos, minha família, os lugares. Quero sentir o cheiro, o gosto, a brisa, o sol, o mar, Icaraí, a ponte, o m.a.c., a star up, Itacoatiara, itaquá soccer, bemdito, outback, sunsaky, cerol, Moreira César... Quero sorrisos, abraços, choros, danças, gestos...Quero me dividir em um milhão de pedaços e grudar em tudo que sinto falta...tudo que deixei, tudo que não vivo mais...Tenho pouco tempo...quero matar a saudade, que é grande e dói. Não sei quando vou voltar, não sei se vou voltar. Nesse tempo de ausência e vida nova, muita coisa mudou...principalmente EU! Vou deixar rolar...ver o que vai dar...será que um dia vou voltar?!? Hoje, ainda não sei! O que sei é que nesse tempo em que estarei aí, a única coisa que quero é:

CARPEDIAR!

Lise de Paula

Para quem me visita, muitos :**** inhos.

Monday, November 13, 2006

Ontem tive um sonho. Ontem não sonhei com você. Ontem tive um sonho feliz e você não fez parte dele. No meu sonho reencontrei pessoas que eu amo muito e não tenho mais contato. No meu sonho, vi amigos - não os meus amigos, que eu sempre vejo e falo. No meu sonho, vi amigos que há muito tempo não sei. No meu sonho estavam amigos de infância que estudei e hoje não tenho mais notícias. Amigos que fizeram parte da minha vida, muito mais do que você, e hoje eu não sei mais deles..e hoje eu quase não me lembro deles..e hoje às vezes me esqueço que eles fizeram parte de uma fase importante da minha vida – meu crescimento. Com eles, dividi muitas alegrias, aprendizados, tristezas, descobertas. Com eles eu brinquei, conversei, zoei, colei, ri, gargalhei, amei, fiz planos, tirei dúvidas, fiz trabalhos, fui em festas...com eles eu vivi um tempo mágico. Essa noite eu pude reencontrá-los. Essa noite, eu conversei com eles. Essa noite, eu revivi momentos felizes, com pessoas incríveis, que às vezes eu me esqueço o quão são importantes na minha vida. Pessoas que eu A.M.O. e não tenho mais notícias. Pessoas que me deram valor. Pessoas que cresceram comigo. Pessoas que eu não quero mais esquecer. Pessoas que eu sinto saudade. Pessoas que eu quero contato. Pessoas que por mais que eu não tenha mais notícias, são responsáveis e fazem parte do que sou hoje!!

Lise de Paula

Friday, November 10, 2006

Pessoas. Um dia você conhece um alguém que se torna íntimo nas próximas duas horas de conversa e faz parte da sua vida para o resto dela. É estranho como conhecemos certas pessoas, e como elas fazem diferença na nossa vida. Como pessoas vão, vem, voltam, somem... É engraçado...tenho um amigo que sempre diz - “As pessoas são absolutamente substituíveis!”, sempre achei isso um absurdo! Quando ouvia suas palavras, ficava imaginando as pessoas como roupas velhas, que você enjoa, compra outra, dá para os outros e esquece. Ele tem até certa razão, partindo do princípio de que nada é fixo, certo e imortal, às vezes é necessário substituir certas pessoas, além do que, infelizmente, a rotina nos aproxima de alguns e nos afastam de outros e as pessoas acabam sendo “substituídas” de certa forma. Claro que tem pessoas que por mais afastadas que estejam, estão sempre presentes de alguma maneira, mas são poucas. O que fica é o carinho, o respeito, a saudade que bate no peito quando recordamos de algo, ou quando simplesmente sentimos por nenhuma razão, as lembranças, o vivido. Mas no dia a dia, no contato, no compartilhar e viver, cada vez estamos com pessoas diferentes, dando mais ou menos importância para uma e para outras...talvez tenha que torcer o braço para esse meu amigo insensível...
Eu não gosto disso! Não gosto de ser substituída por ninguém, não gosto que me tirem a importância. Quando vejo alguém ocupando meu lugar, mesmo que não seja mais o meu lugar, eu sinto..e muito. Pode ser um ex-emprego, um ex-namorado, um novo amigo de um amigo, enfim...são tantas possibilidades dessa “substituição” que me assusta. Eu até aceito, mas sempre sinto aquela pontadinha no meu peito, que incomoda, incomoda, até ser esquecida. Se eu pudesse, me dividiria em mil pedaços, para poder estar sempre junto das pessoas que eu amo e tive que por algum motivo que me afastar, e acabei sendo “substituída”. (Egoísta eu?!?Imagina...se sou não tenho a intenção, mas pelo menos estou sendo sincera..hahaha!).
Vivemos sem saber o amanhã. Isso ao mesmo tempo em que é bom, é estranho. Nada é certo, constante, pra sempre. Fazemos planos, construímos uma vida, sonhamos e de repente, puft – acaba e temos que continuar a viver e sonhar e planejar, dependendo das circunstâncias, isso pode ser ótimo, pois se não estamos satisfeitos com o que vivemos ou com as pessoas que compartilhamos nossas vidas, podemos simplesmente substituí-las, e/ou sermos substituídas...enfim...Lembrei-me de uma mensagem – “Quero ficar juntinho de você pra sempre!”. SEMPRE?!? Palavra muito intensa...complexa. Só se for como disse o poeta: “Que não seja imortal, posto que é chama, mas que seja infinito enquanto dure”! (né Miami =P). Tantos planos...destruídos e substituídos por ambas às partes.
Na verdade, fazendo uma análise rápida da minha pessoa e das pessoas que fazem parte dela, de qualquer forma, eu tenho sempre ou tento ter muito carinho e respeito. De algumas guardo lembranças, de outras saudades, de umas mágoas, de outras esperanças, felicidade, amor, cheiro, gosto..enfim..não quero substituição...não quero ser substituída. Meu coração é de mãe, tem sempre espaço pra mais um. Claro que os sentimentos são diferentes, mas as pessoas continuam, a importância continua. O gostoso é o aprendizado da vida, da convivência, do amor, da amizade, de pessoas boas ou más, dos sentimentos...aprender é essencial, é divertido, doloroso, instigante, excitante...A.D.O.R.O. conhecer pessoas, em qualquer lugar. Conversar, descobrir, ver as diferenças, os gostos, os costumes, a vivência, maturidade, infantilidade, imaturidade, imbecilidade, sorrisos, sotaques...pessoas..pessoas..pessoas...

Lise de Paula

...Estranho seria seu eu não me apaixonasse por você...

Tuesday, November 07, 2006

Acordei como em todos os outros domingos, com preguiça e vontade de ficar um pouco mais na cama, mas como sempre um alguém que tem um super programa que eu não estou a fim de fazer me liga para me tirar do lugar que eu NUNCA quero sair! Depois de alguns minutos ainda relutando contra a minha vontade de permanecer naquele estado preguiçoso e sem vontade para sempre, comecei a imaginar o dia que poderia perder caso resolvesse não me levantar. Depois de muito custo, consegui sair do meu estado de inércia, tomei um bom banho para tentar desinchar minha cara de sono, aumentar meus olhos pequenos e animar minha pessoa. Coloquei meu biquíni, tomei café com toda a família Moraes e fui ler o jornal. Como de costume, corri para ler a parte das novelas (TA BOM..CONFESSO QUE ISSO É RIDÍCULO, MAS TODOS QUE ME CONHECEM SABEM DESSE MEU VÍCIO PELAS TELENOVELAS DESDE A MINHA INFÂNCIA, E DEPOIS, EU JURO QUE LEIO AS OUTRAS PARTES DO JORNAL - DEPOIS DE VER MEU HORÓSCOPO, É CLARO! - QUE DEVERIAM SER MAIS INTERESSANTES...HEHEHEHE!), terminando de ler tudo o que vai acontecer na semana de todas as novelas que eu vejo ou não (PRECISO ME MANTER INFORMADA GENTE..HAHAHAHAHA!), peguei a outra parte na qual me interesso muito, que tem apenas no domingo e tenho que aproveitar! No Rio era o caderno Ela – no O Globo, e aqui é o tal de Donna DC – no Diário Catarinense. Depois de muitos conhecimentos absorvidos sobre moda, beleza, comportamento – Armas da Sedução, Educação repressora impõem barreiras, entrevista muito legalzinha com Arnaldo Angeli, enfim, fui ler meu signo. Sempre crio certa expectativa quando vou ler o horóscopo, nem sei porque, às vezes nem acredito, mas leio todos os dias e sinto um friozinho na barriga antes de ler! Fui procurando com os dedos no final da folha e achei:

Aquário - Você falou um monte de coisas, mas será que disse o que queria dizer? Vai deixar que as dúvidas atordoem sua cabeça e ocupem um espaço precioso dentro de si e na outra pessoa que poderia estar sendo preenchidos com momentos felizes? O outro ainda está lá, enlouquecido, tentando juntar as peças do quebra-cabeça que você espalhou...

Será? – pensei eu! Depois de tanto tempo...tantas coisas aconteceram. Realmente muitos sentimentos foram escondidos, não ditos e principalmente, camuflados. Fiquei triste, voltei num tempo que tento esquecer diariamente. Num tempo que só existe nos sonhos que me perseguem. Tento racionalizar esses pensamentos e sentimentos, por mais difíceis que sejam. Como disse em outro post, coisas que me machucam muito, eu simplesmente tento esquecer, abstrair. Fiquei confusa quando li isso. Fiquei sem ação. Não consegui conter minhas lágrimas, minha emoção. Tentei ser razão, mas não consegui. Até hoje estou confusa. Não sei como agir. Não sei se devo esquecer. Não sei se vale à pena ir a luta. Não sei se sei ir a luta. É engraçado como sei dar conselhos com situações alheias e não com as minhas. Com os outros é tudo tão mais fácil. Não me sinto segura explicitando meus sentimentos, meus pensamentos e minhas vontades, me sinto frágil. Desde criança sou assim. Já fui muito mais fechada, hoje em dia, até consigo me abrir com algumas pessoas. Pessoas escolhidas a dedos, que tenho total confiança, segurança e amor. Lembro-me de uma vez quando ainda era pré-adolescente e minha melhor amiga me perguntou:

- Por que você não me conta as coisas. De quem você gosta...eu te conto tudo. Às vezes acho que eu sou sua amiga, mas você não é minha. Você não confia em mim?!?

Eu fiquei sem ação, com vergonha, corada. Não sabia o que responder. De fato não lhe contava meus sentimentos, mas não por desconfiança, e sim por não saber fazer isso. Eu não tinha coragem de dividir minhas coisas com ninguém, apenas comigo mesma. Não por falta de amizade, mas pelo meu jeito. Hoje, melhorei muito. Tenho aprendido a dividir e compartilhar meu eu com meus amigos. Esse blogger é uma prova de que estou modificando minha maneira. Não sei se isso é bom, ou ruim, sei apenas que me sinto bem escrevendo, contando e criando aqui no meu cantinho. Tem pessoas que realmente não me conhecem e fazem uma imagem completamente diferente do que eu sou. Com isso eu não me importo. Sei do meu caráter, minha índole, minha moral, meus conceitos, minhas crenças, minha maneira, meus princípios. Não vou mudar meu jeito pelo julgamento do outros. Uma vez, uma amiga muito querida que me disse algo que nunca vou esquecer:

- Você é a doida mais certinha que eu já conheci na minha vida.

Perfeito! Essa é a minha definição. Aos meus amigos, não se preocupem! Não quero e nem vou mudar esse meu jeito. O que quero e peço a ajuda de alguns que com certeza lerão esse meu texto, é conseguir ser mais corajosa, muito mais do que estou sendo escrevendo isso aqui! Quero aprender a correr atrás dos meus objetivos e vontades. Quero crescer, amadurecer – meu eu. Perder o medo. Ser atrevida, rebelde - mas não sem causa, meter a cara. Sempre fui protegida, me acostumei com isso. Hoje quero ser independente! Quero acreditar que sou capaz, pois eu sei que sou, o que me falta é coragem!

Depois de ler minha leitura matinal, fui aproveitar meu domingo. Acalmar meus sentimentos. Não conseguimos mergulhar como planejamos, pois o tempo não ajudou. Fomos então ao Sul da Ilha, no Bar do Arante, que eu A.M.O. e me divirto muito! Foi um domingo agradável, com pessoas queridas e muitas gargalhadas. Terminamos o dia com um filminho pra lá de chato, no qual ainda estamos revoltados de ter perdido 3 horas da nossas vidas assistindo, não é, Pedro =P
Dessa vez não tinha o sorvete de milho, mas o de pistache estava sensacional! Pena que amanhã é segunda-feira. Tudo bem, estou cheia expectativa e contando os dias para semana que vem...

Aliás, coloquei um bilhetinho que estava devendo pra você! Tirei uma foto e talvez eu lhe dê de presente.. se não, fica o convite de uma tarde neste bar, já que nunca conseguimos ir e você sempre quis conhecer. Eu prometo te ajudar a procurar seu bilhete...

Lise de Paula

Um beijo e um queijo para todos que me visitarem!

Monday, November 06, 2006

Menina me sinto
quando estou perto de você
menina me sinto
quando ouço sua voz
menina me sinto
quando você me diz não
menina me sinto
quando não controlo meus pensamentos e sentimentos
menina me sinto
quando suas mãos me encostam,
me descobrem...me libertam
menina me sinto
quando te ganho
menina me sinto
quando ouço seu sorriso
menina me sinto
quando olho nos teus olhos
menina me sinto
quando sinto seu amor.
Sentada..de esmalte vermelho..
me sinto ainda mais menina..
por não agir,
não saber o que fazer.
Ingênua me sinto
por acreditar no seu amor
menina me sinto
calada...sofrendo
a menina que não mais sou!

Lise de Paula

Tuesday, October 31, 2006

Depois de tanto tempo. Tantos anos de espera, sofrimento, angústia, esperança. Ela sabia que aquilo aconteceria, mas não imaginava como o real seria diferente dos seus pensamentos e imaginação. Ele a esperava. Naquela mesma praia. Naquele mesmo bar. Ela ainda estava a caminho, ouvindo seu CD favorito. A música não era a mesma, talvez naquela época estivesse ouvindo o grande sucesso dos backstreet boys, ou quem sabe das spice girls, hoje está ouvindo Seu Jorge. Antes estaria nervosa com a sua aparência, se estaria gorda, magra, com o biquíni, short, óculos e sandálias da moda. Hoje sua preocupação era muito mais importante - o que aconteceria naquele tão esperado reencontro. Ela tinha mudado. Antes se sentia uma menina, experimentando e conhecendo a vida. Hoje, era uma mulher, segura, bonita, bem sucedida, confiante. Tinha sempre tudo sobre o controle. Aprendeu isso desde cedo, quando a vida lhe ensinou que nada era muito fácil, quando a vida lhe tirou o prazer de acreditar nas pessoas, quando a vida lhe mostrou o quão difícil é viver, amar e ser amado. Sua mente estava confusa. Pensamento entre o ontem e o hoje, entre a menina que fora um dia, alegre, e a mulher que se tornara, dura. Ela abriu a janela do carro e deixou o vento alcançar-lhe a face, respirou, sentiu o cheiro de uma época feliz que havia deixado para trás, há muitos anos. Ele ainda estava lá, sentado, esperando-a. Passava as mãos nos cabelos, loiros e ralos devido ao tempo. Esfregava suas mãos umas nas outras aliviando sua tensão. Consultava seu relógio de hora em hora. Já havia ligado umas três vezes certificando de que ela estaria a caminho, mas até agora, nada dela chegar.

Eles não se viam desde seu último encontro. Ela voltou ao tempo, num encontro confuso, onde nada ficou muito claro. Ele não esclareceu seus motivos, ela não explicitou seus sentimentos. Ele estava amedrontado e em dúvida. Ela estava segura, mas imensamente infeliz. Ela sabia que estava tomando a decisão certa sendo dura e escondendo suas vontades para com ele, depois de tudo que aconteceu, da maneira como foi usada. Ele estava envergonhado de sua atitude, e com medo de perder o amor de sua vida, mesmo já tendo outra em vista. Naquele dia, sentiram o mesmo amor, o mesmo desejo, a mesma vontade, mas sabiam que era o fim dos seus planos. Enfrentaram tantas dificuldades nos meses que passaram juntos, choraram, riram, brigaram, viviam felizes. Mas agora estava tudo diferente. Ele a deixou sem explicações. Ela, com orgulho ferido, tentou se mostrar forte, confiante. Ele tentou lhe beijar os lábios e lhe convidara para sair. Ela não entendendo a atitude dele, sentiu-se com raiva e vontade de quebrar-lhe a cara. Eles se despediram em um longo e nervoso abraço, e um singelo se cuida. E a partir daí, nunca mais se falaram e viram. O tempo foi passando, lentamente para ela, que o amava demais, tinha feito planos. Ele sentiu um pouco menos, por já ter um step a sua espera. Depois de longos anos, iriam novamente se encontrar. Naquela mesma praia, naquele mesmo bar, onde um dia, começaram e terminaram uma história.

Ela chegou. Estacionou o carro, por coincidência na mesma vaga que pararam um dia quando chegaram juntos ali. Ela sorriu. Olhou-se no espelho, pegou seu batom cor de boca, seu brilho e passou nos lábios, depois de se ajeitar e ficar com a aparência desejada, saiu do carro e seguiu em direção a seu destino. Ela o viu, parou e ficou esperando. Ele estava falando no celular. Andando de um lado para o outro, nervoso e sem atitude. Falava alto e tentava se acalmar num sorriso. Quando deu sua terceira volta na mesa, cruzou seu olhar com os dela. Ele desligou rapidamente. Fitou-lhe de cima em baixo. Ela estava linda. Com um vestido de praia, tecido mole, estampado em tom de vermelho. Suas pernas torneadas, bronzeadas e explícitas naquele mini - vestido. Seus cabelos longos, picotados num corte super moderno, que combinava com ela. Seu olhar amendoado, pequeno, sincero em conjunto com seu sorriso lindo, grande e branco. Ele seguiu em sua direção, com o olhar de uma criança feliz, sorriso apaixonado e braços abertos. Ela retribui seus gestos e foi andando em sua direção. O tempo parecia ter voltado. Ela se sentiu tonta, mas seguiu confiante. Os dois se encontraram e abraçaram por um longo e curto minuto. Ela tentou se afastar, mas ele a confortou em seus braços, fortes e velozes. Ela deixou ser confortada e abraçada. Em seguida ele puxou uma cadeira e a convidou para sentar. Ela sentou-se e ficou olhando aquele homem, que um dia foi seu menino e sorriu. Ele acariciou seu rosto e segurou suas mãos. Naquele momento, ela teve a certeza, de que com ele teria sido muito feliz, mas já se passara muito tempo. Ela não era mais a mesma. Eles conversaram, durante muito tempo. Pediram suas bebidas preferidas, comeram seus petiscos de sempre. Riram bastante como sempre faziam juntos e brincaram de suas brincadeiras. Depois de muito papo furado e diversão, ele acariciando seus cabelos, deixou explícito sua vontade de beijar-lhe os lábios, macios e corados. Ela tímida, mas segura, afastou-lhe de sua face e pediu um tempo para avaliar seus sentimentos. O tempo havia lhe modificado muito, e não tinha certeza se gostaria de reviver o que há tanto deixou para trás. Ela aprendeu a viver sozinha. Tinha decidido não amar mais alguém, dividir sua vida. Gostava de sua liberdade e estava habituada com sua solidão. Ela se fortificou assim e não se sentia segura perdendo as rédeas da situação. Ele sentiu-se decepcionado, triste, abaixou a cabeça e segurou as lágrimas que insistiam em molhar seus olhos. Ela olhou para ele, firme. Levantou sua cabeça segurando seu queixo, fez seus olhares se encontrarem. Ele tímido tentou desviar o olhar, mas ela o impediu com seu sorriso. Ela beijou-lhe o rosto. Ele entendeu. Sabia que deveria esperá-la assimilar e entender todos os sentimentos que lhe confundiam a mente. Entendia seus motivos e sabia o quanto havia a magoado no passado. Continuaram a conversar. Ficaram na praia até anoitecer, viram o por do sol, a chegada da lua, cheia, linda! Quando se despediram, ele a acompanhou ate seu carro lhe deu um longo abraço e um estalinho em seus lábios. Ela se sentiu feliz. Ele lhe olhou firme nos olhos e disse que não a deixaria escapar novamente como fizera outrora. Ela sorriu, ligou o carro e voltou para sua casa com a sua trilha sonora – Seu Jorge.

Lise de Paula

Monday, October 30, 2006

Indignada, inconformada, impotente, decepcionada, frustrada... com o resultado das eleições. Sinto-me envergonhada de ser brasileira. De deixar no poder um presidente psicopata, que não respeita seu país, seu povo. Que rouba descaradamente, sem medo, sem vergonha, sem escrúpulos e consegue continuar no poder, se fazendo de vítima, reeleito pelo seu próprio povo, roubado, enganado, que acredita na inocência do sr. Presidente povão, companheiro. É tanta mentira que enoja, é tudo tão explícito que é humilhante. O que está acontecendo com o brasileiro? Onde o país vai parar? Mais quatro anos de OBA - OBA! De viagens, de corrupção, de sujeira, de cara de pau, de ditadura. Do homem que acredita ser o sr. Razão e manipula o povo ignorante, sem estudos, burro. Que continuará sempre burro, humilhado, roubado e pisoteado pelos seus governantes depois dessa reeleição. O país vive um momento de corno manso. O povo vê o amante, sabe do amante e aceita o amante, simplesmente consegue conviver com ele, numa boa...sinceramente meu coração dói quando vejo a realidade do meu Brasil, que eu sempre tive orgulho e hoje, me envergonho, me entristeço. Minha vontade é de ir embora, e esquecer da minha origem. Onde estão os caras pintadas? Os movimentos estudantis, os jovens que acreditam e lutam por um país melhor, mais digno?

O meu voto é para uma revolução! Chega de corrupção! Acorda Brasil!!

Lise de Paula

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Dazaranha: Preto Vermelho

É bomba!
A casa que não se mora fica do lado de fora
E toda hora tem gente que quer comer
Antes da democracia adivinhar tem que ter
Arroz com feijão e casa pra morar
Não!
Jereré não é Jurerê
Jogue fora essa idéia de achar
Que sem você haverá mudança
Tribo banguela não combina com cacique sorridente
É tanta gente rica, mas é tanto indigente
Sobrando incruzilhada, o que não falta é inspiração
Esse é o país da sacanagem, é o país da putaria
Pra vender cerveja é a felicidade
Vendendo sexo a qualquer idade
Olha mamãe esse é o atalho pro perigo
A iniciação ao risco é que é gostoso
Tem campanha, tem recado e o Daza avisa:
Isso mata de curiosidade

Vejo o degelo da promessa no palanque dessa festa
E acredito muito pouco nos exemplos de conversa
É pra fazer o que se faz ou é pra fazer o que se diz
Se qués, qués, se não qués, diz

Preto, vermelho, pipoca, galinha sem cabeça
O mundo gira e a coisa fica como tua, vai
Se vira, dá um jeito!

Saturday, October 28, 2006

Me ame
me ligue
me chame
me abrace
me beije
no instante
me olhe
sorria
me adore
me cheire
carinho
rebole
me cegue
me guie
me mude
me ensina
me leve
me estude
me pegue
com força
nao solte
sou sua
sou única

!!ENJOY!!

Lise de Paula

Friday, October 27, 2006

Acordou. Cansada como de costume, mas com entusiasmo diferente dos dias anteriores. Olhou o dia, lindo, cheio de luz e vida. Depois de dar um belo bom dia a sua cachorrinha, como de costume, espreguiçou-se e foi escovar os dentes, lavar o rosto e se preparar para mais um dia, hoje em especial, com o desejo de não ser mais um dia. Calma estava, vestindo o top, calça, tênis e meias. Separando a roupa de trabalho, shampoo, condicionador, sabonete, perfume, hidratante, toalha, calcinha...depois de tudo pronto e posto dentro de sua malinha matinal, tomou seus comprimidos, pegou a chave do carro e foi malhar.

Depois de longas horas de corrida, pesos e alongamentos, tomou seu banho naquele banheiro comunitário, mas bem arrumadinho e ajeitadinho, colocou sua roupa, penteou os cabelos para trás, passou seu perfume, se olhou no espelho, jogou sua cabeça para frente e para trás, soltando seus cabelos ainda encharcados do banho corrido. Se olhou mais uma vez, confiante, segura, com a certeza que neste dia, algo de bom lhe aconteceria. Sua intuição geralmente aguçada, lhe dizia. Pegou então a chave na mochila, seguiu em direção ao seu carro, com um sorriso entusiasmado, enfeitiçando todos que passavam por ela. Entrou no carro, colocou seus óculos escuros, ligou o som e saiu pelas ruas coloridas e iluminadas naquela manhã de verão.

Chegando no trabalho, com muito bom humor, falou com todas as pessoas, entrou em sua sala, sentou em seu computador e se programou para mais um dia de textos, revisões, e-mails, reuniões, decisões...seu telefone começou a tocar. Lembrou-se então que havia combinado de almoçar com seus irmãos. Atendeu ao telefone, era seu assistente um pouco atrapalhado, querendo orientação do nome da rua que ficava o restaurante combinado para fazer aquela matéria em especial. Afobado ele estava, por ter a oportunidade de ver com seus próprios olhos aquela gostosona que estava na mídia. Ela riu dele, o acalmou e deu as orientações necessárias para ele conseguir chegar no bendito local e fazer uma excelente reportagem que poderia lhe render a capa do mês. Desligou o telefone e voltou para a caixa de entradas do seu e-mail, leu e respondeu cada um, com toda calma e paciência. Olhou umas planilhas, prendeu seus cabelos que estavam lhe incomodando os olhos, abriu sua agenda e ficou alguns poucos e duradouros segundos olhando aquela fotografia, que lhe trazia tantas boas lembranças mas que deveria ser esquecida e guardada. Olhou o relógio, se assustou com a hora, já estava atrasada, tinha que conferir a prova de fotos da seção de moda e depois sair correndo para encontrar seus dois irmãos no restaurante que eles tanto gostavam e sempre se divertiam, mesmo que por pouco tempo devido a sua rotina corrida e atribulada.

Chegando no restaurante, seus irmãos já estavam lhe esperando, pareciam contentes e conversavam com muito entusiasmo. Quando eles a viram abriram um sorriso e se levantaram para abraçá-la, como sempre faziam. Ela se sentia imensamente feliz e segura com aquele abraço fraterno. Sentaram-se novamente e depois de algumas brincadeiras decidiram pelo prato de sempre. Riram do pedido nada inovador, mas se sentiam satisfeitos com a ótima escolha do menu. Sua irmã mais nova lhe deu o convite de sua formatura. Todos estavam muito felizes por mais uma conquista da família, a caçula estava se encaminhando, crescendo e amadurecendo. Por mais que essa notícia lhe causasse um certo frio na espinha e noção de como estava ficando velha, ela se sentia feliz pela conquista e crescimento da irmã. Seu irmão estava lindo, com a barba bem feita, vestindo um terno muito alinhado, contava sobre o quarto mês da primeira gravidez de sua esposa. Ela se sentiu em paz, como há muito tempo não se sentia, ali com seus irmãos tão queridos, sempre unidos, mesmo com as adversidades de rotina, diferentes hábitos e idade. Eles como sempre preocupados com sua vida corrida e sem tempo. Ela os acalmava e contava seus planos de uma viagem de descanso. Ainda não tinha se decidido para onde e nem o que fazer, sabia apenas que queria descansar, ver paisagens, correr, visitar museus, ir a teatros, enfim, algum lugar que conseguisse tirar dos seus pensamentos e sentimentos tudo que lhe afligia. Os dois irmãos sempre muito carinhosos, se acalmaram ouvindo seus planos e deram-lhe forças para ela não desistir como havia feito no ano anterior.

Voltando ao trabalho, ainda no carro, ligou o som, e ouviu aquela música que lhe causava certa nostalgia, principalmente depois de um almoço em família. Sentiu-se sozinha, distante, infeliz, mas seus sentimentos foram logo interrompidos pelo celular que começou a tocar e ocupar sua mente. Depois de longas horas de trabalho e ocupações ela viu que estava na hora de ir para casa. Estava se sentindo exausta, acabada, cansada. Pegou sua bolsa, tirou a chave do carro e foi embora, querendo apenas um bom banho e sua cama para descansar, esquecer e relaxar.

Chegando em casa, jogou a bolsa em cima da mesa, brincou com sua cachorrinha que era sua companheira de muitos anos, desde que saiu da casa dos seus pais, tomou um banho e foi se deitar. Com o pensamento já longe nas suas lembranças diárias pegou no sono. Seu telefone começou a apitar conseguindo acordá-la, deixando seus sonhos. Era uma mensagem. De quem? Pensou ela. Àquela hora, naquelas circunstâncias e depois de tanto tempo..não, não poderia ser.

Mensagem: Saudades...ainda te amo!

Ela então abraçou seu celular, sorrindo, sentiu-se feliz, confortável em sua cama, rodeada dos seus travesseiros e adormeceu, em paz.

Lise de Paula